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Djordje Balac, um jovem croata de 20 anos de idade, passa semanas, às vezes até mesmo meses, diuturnamente criando modelos realistas incrivelmente precisas de veículos industriais como caminhões, escavadeiras e guindastes exclusivamente com palitos de fósforo e cola. Um desafio à paciência levada a um nível insano.
 
A paixão de Djordje em fazer modelos de madeira remonta a escola primária. No começo, ele cortava todas as peças necessárias para realizar suas obras, mas logo descobriu que palitos eram um material muito melhor e, como ele mesmo diz.: "O resto é história".
Ele começou a usar centenas de caixas de fósforos para criar modelos de pequeno porte de seus caminhões e equipamentos industriais favoritos, e passou semanas tentando criar todos os detalhes. Como suas habilidades melhoraram, o jovem de Gospic, na Croácia, decidiu levar sua arte com palito de fósforo para o próximo nível, fazendo com que as réplicas de madeira fossem operacionais. Assim, em 2006, começou a construir modelos maiores com palitos, concentrando-se não só em replicar cada característica do projeto, mas também com a sua funcionalidade.
 
Apesar de trabalhar com um material rígido, como palitos de fósforo, ele conseguiu fazer com que os braços de suas escavadeiras e guindastes estendam e girem como um modelo real, e as cabines de seus caminhões também são destacáveis. Depois de postar fotos de suas criações em fóruns e sites de mídia social, Djordje Balac teve o reconhecimento que merecia, e até foi convidado para apresentar seus modelos em feiras e exposições por todo seu país de origem.
O primeiro modelo complexo de palito construído por Djordje, foi um caminhão GAZ 63 A russo. Foram necessários seis meses, 576 caixas de fósforos e 6 kg de cola para concluí-lo. Desde então ele reuniu uma coleção impressionante de veículos industriais de madeira, mas o que mais gosta é um Liebherr LTM 11200, o maior guindaste do mundo. Sua réplica foi feita com 175.518 palitos de fósforo, 20 kg de cola e 8 kg de verniz. Também é totalmente funcional. Balac disse a jornalistas que trabalhou nele todos os dias, durante três meses seguidos, entre oito da manhã até meia-noite. Conta que muitas vezes esquecia de comer e só via seus amigos se eles fossem visitá-lo em sua garagem. O modelador admite que foram dias muito árduos, mas acha que valeu a pena no final.
 
Atualmente, o programador desempregado procura trabalho para financiar seu próximo projeto. Sua Liebherr LTM 11200 custou um total de 8.000 kunas (2.700 reais), e apesar de ter um forte desejo de construir mais maravilhas com palito, está totalmente duro.
-"A crise tá difícil, não consigo encontrar um emprego", disse Djordje. - "Eu gostaria de trabalhar no desenvolvimento de jogos. Seria bom se eu pudesse ganhar a vida fazendo o que eu amo".
 
 
A Randon S.A. Implementos e Participações promove a marca durante a 11º Santa Rosa Truck Show, de 26 a 28 de outubro, na Àrea de Exposições Santa Rosa (Rod. BR-101, Km 116), em Itajaí/SC, num grande polo logístico da região Sul. Através da Rodan, distribuidor local, a Randon expõe o Semirreboque Sider 15,10m 1+1+1 suspensão pneumática.
 
O Semirreboque Sider Randon é fruto de uma série de agregados tecnológicos que garantem à caixa de carga um melhor aspecto visual, facilidade operacional e melhorias no acabamento. Entre os diferenciais dos produtos Linha R destacam-se o Módulo Integrado Traseiro - com um design, moderno e arrojado que confere uma identidade exclusiva aos produtos Randon. A instalação elétrica, totalmente em LED, de série, proporciona maior vida útil e muito mais segurança no trânsito. O balancim reforçado, o apara-barro antispray e a caixa de rancho isotérmica (opcional), são outros diferenciais da Linha R que trouxeram mais produtividade e eficiência aos produtos Randon.
   
A feira de negócios, promovida pela Revista Caminhoneiro, servirá para as empresas apresentarem as novidades em produtos e serviços voltados ao setor de cargas, além da apresentação de palestras, treinamentos e shows, ações de saúde e test drive dos mais recentes caminhões lançados no mercado.

 

Em comemoração aos 10 anos do Programa Florescer, o Instituto Elisabetha Randon realiza duas apresentações do espetáculo Sou Sol Girassol - uma trajetória pela Arte, nos dias 30 e 31 de outubro, às 20 horas, no UCS Teatro, na Cidade Universitária, com entrada franca.
Sou Sol Girassol - uma trajetória pela Arte tem como ponto de partida a história de duas crianças que através de suas brincadeiras e descobertas transformaram seus sonhos em realidade.
 
Fazendo alusão ao passado, chega até os nossos dias, apresentando de forma lúdica, questões sobre o meio ambiente, a tecnologia, a cultura, os sonhos e sobre as possibilidades de um mundo melhor.  Através de um espetáculo multimídia envolvendo projeção de imagens e músicas ao vivo (instrumental e vocal), executadas pelos beneficiários do Programa Florescer, a arte e o processo criativo compõem esta trajetória que busca a valorização do investimento na cidadania.

O espetáculo teatral é o resultado de um processo artístico desenvolvido pelos beneficiários e instrutores do Programa Florescer. O roteiro do espetáculo valoriza o trabalho de sala de aula e sublinha as diferentes oportunidades oferecidas pelo Programa Florescer. O Sou Sol Girassol ? uma trajetória pela Arte busca sensibilizar os envolvidos para a importância do processo de construção, compartilhamento e aprimoramento das ideias trabalhadas em grupo. Com a intenção de socializar essa experiência o espetáculo evidencia a constante reconstrução da vida. O projeto é realizado via Lei de Incentivo a Cultura do Ministério da Cultura (Lei Rouanet), patrocinado pelo Banco Safra.
 
Quando: Dias 30 e 31 de outubro
Hora: 20h
Onde: Teatro da UCS ? Cidade Universitária
Entrada franca
Contato:
Programa Florescer ? Fone: 3209-2665 ou com Carla Borba (Coordenadora do projeto Sou Sol Girassol) - Fone: 51. 9678 0713 ou
carlaborba.arte@gmail.com
Transformar a boleia numa sala de estudos é possível. O caminhoneiro consegue, mesmo viajando sempre, arrumar um jeito de estudar e seguir se qualificando. A experiência de Roberto Emerson de Pinho, 39 anos, no curso de segurança do trabalho, oferecido por Educação à Distância (EAD) no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF), mostra que, com dedicação, estudar e tirar o sustento da vida de estradeiro exige apenas vontade.

Natural de Itaperuna, no Rio de Janeiro, e atuando como motorista desde 1991, foram as palestras sobre segurança na empresa que despertaram o interesse do caminhoneiro pelo assunto, tema de debates recorrentes na profissão. Vislumbrando uma possibilidade de crescer na empresa em que trabalhava, ou mesmo em outras do setor, Pinho aventurou-se no curso. "Nas empresas ouvimos falar muito sobre segurança, há muitas palestras e cursos sobre o assunto, e vemos que estamos cercados por colegas sem qualificação. Percebi a necessidade das empresas e me motivei para passar de simples motorista para algo mais", conta.

Dividir a estrada com os livros, contudo, não foi tarefa fácil na vida de Pinho. Trabalhando com transporte rodoviário interestadual, o contato com os perigos das estradas eram diários, como se estivesse visualizando na prática alguns dos aprendizados do curso. "Chegava a estudar nos postos de gasolina, mas o grande problema para nós motoristas é a frequência. A oportunidade de fazer à distancia facilita muito, mas muitas vezes os dias de provas e aulas presenciais não coincidem com os dias em que você está na cidade", explica.

Pinho precisou trancar a matrícula. Um acidente o deixou com algumas sequelas, e ele está longe da direção e dos estudos até se recuperar. Uma greve na universidade também contribuiu, segundo ele. "Com certeza quero voltar, tranquei para não desperdiçar a oportunidade. Minha ideia é deixar a profissão de motorista para trás, para continuar em outro segmento, ou mesmo na área de transporte, mas em algo mais técnico", afirma.

Preparação para o vestibular entre as viagens

Outro exemplo de batalha pela qualificação vem de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. O motorista Fábio Júnior Bueno, 29 anos, se prepara para prestar vestibular. "Eu não tinha terminado os estudos, agora fiz o terceirão e estou me preparando para o vestibular", revela. A intenção é conseguir alguma bolsa do governo ou um apoio na empresa onde trabalha.

Bueno ainda não decidiu a área que irá cursar, tem interesse em engenharia civil e arquitetura, mas ainda não tomou uma decisão, quer mesmo é se tornar um exemplo para a filha e outros motoristas. "Perdi muito tempo na vida quando era novo, larguei os estudos para trabalhar e ser independente, achei que o dinheiro era mais importante naquele momento. Hoje vejo o quanto eu perdi, espero evoluir para ter meu próprio negócio no futuro", sonha.

 

 
Churrasco, polenta frita, feijoada. Os pratos que costumam fazer parte do cardápio de quem almoça ou janta na beira da estrada nem sempre são opções saudáveis para quem segue a rotina de viagens longas. Nutricionistas alertam para os riscos que a má qualidade da alimentação traz para os caminhoneiros, que podem sofrer com doenças cardiovasculares, diabetes, colesterol alto e mau funcionamento do intestino.

"O ideal seria fazer refeições a cada três horas. A dieta não se baseia (apenas) nas refeições principais", explica a nutricionista Pérola Ribaldo, especialista em gestão de qualidade e mestre em Ciências Médicas pela Universidade de Campinas (Unicamp). Além disso, não adianta comer poucas vezes ao dia, nem a cada refeição servir grandes quantidades ou mais de uma vez.

A advertência é reforçada pelo chefe do departamento médico do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas (Sindicargas) de São Paulo, o médico Kleber Torres. "Eles só procuram (atendimento médico) quando já estão com uma doença. Não buscam a prevenção, a orientação, para fazer uma tabela nutricional", analisa.

Alguns caminhoneiros até fazem a própria comida, mas a maioria busca restaurantes de estrada, principalmente em postos de gasolina, o que dificulta na hora de manter uma dieta balanceada. Nesses lugares, geralmente predominam os alimentos fritos, de difícil digestão. Se o caminhoneiro pega a estrada logo depois de comer, o perigo está na sonolência que isso provoca. "Ocorre o que chamamos de sequestro sanguíneo. O estômago dilata e puxa o sangue do cérebro e das extremidades para auxiliar na digestão. Por isso a sonolência", esclarece Torres.

Mas, mesmo realizando as refeições fora de casa, é possível manter uma boa alimentação" Sim. Para Torres, as refeições devem atender às necessidades de proteína e carboidratos. Arroz e feijão é a combinação básica que lidera as indicações de médicos e nutricionistas para uma dieta saudável. "É importante também trocar carnes gordas por magras, dando preferência a carnes brancas", aponta a nutricionista Eliane Cristóvão. Legumes e verduras podem ser ingeridos em grandes quantidades. Para os intervalos, beber sempre muita água para se hidratar, e ter sempre a mão frutas, barras de cereal e biscoitos integrais.

Embutidos como salsichão, salame, mortadela e linguiça estão na lista do que evitar. É importante ainda cuidar para não exagerar no sal. E nada de tomar muito café. Eliane recomenda, no máximo, quatro xícaras por dia. Outro cuidado é com alimentos de fácil degradação. Pratos que tenham leite e ovo como ingredientes não devem ser ingeridos, pois a eventual má conservação pode favorecer o crescimento e proliferação de micro-organismos que podem provocar doenças.
O ar-condicionado dos caminhões, essencial durante o verão e, por vezes, deixado de lado durante o inverno, é um item que exige cuidados e atenção o ano inteiro. A correta manutenção do aparelho não é importante apenas para seu próprio funcionamento, mas também para a saúde do motorista. Com longas jornadas dirigindo, deixar o sistema sem cuidados pode ocasionar doenças respiratórias e alérgicas.
 
A baixa ocorrência de panes no ar-condicionado em oposição a outras questões mecânicas faz com que este não esteja na linha de frente das preocupações dos motoristas. Segundo Carlos Augusto Souza, supervisor do Help Desk Técnico da Iveco, "o sistema requer baixa manutenção, que está focada na substituição do filtro de entrada de ar para a cabine". Ele ressalta a importância da troca do filtro antipólen a cada seis meses, para que não ocorra obstrução ou mesmo formação de colônias de bactérias.
 
Os sintomas de defeitos na refrigeração devem ser monitorados com atenção pelo condutor, que precisa ficar de olho em qualquer problema na eficiência do fluxo de ar e no próprio corpo: irritação no nariz ou na garganta podem indicar sujeira nos dutos ou no filtro, de acordo com Souza.
 
O ar gelado em contraste com o calor do motor umedece os dutos de ar do sistema, favorecendo a proliferação de fungos e bactérias, é o que afirma o médico Dirceu Rodrigues Alves Júnior, diretor de Comunicação da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).
 
Apesar de não possuir estatísticas concretas sobre os números de patologias e doenças que surgem em função desse problema, já que muitos motoristas não relacionam seus sintomas ao ar-condicionado, ele afirma que a incidência é comum. "Quando o motorista liga o carro, ele injeta no ambiente esses microorganismos que estão nos filtros e nos dutos. Com os vidros fechados, ele está injetando a todo momento isso no ambiente dele", explica.
 
Alves Júnior chama a atenção também para o uso frequente do aparelho, mesmo no inverno, para que o ar circule e não acumule poeira. "É preciso que o motorista, numa jornada longa, lembre que o aparelho respiratório poderá sofrer com esse ar, que pode causar inclusive doenças crônicas, como é a doença pulmonar obstrutiva crônica que pode se caracterizar como enfisema pulmonar", alerta. As rinites, faringites, bronquites, sinusites, pneumonias e demais doenças respiratórias também podem ter origem em um ambiente contaminado por um ar-condicionado sem manutenção.
 
Uma pizzaria ambulante. Assim pode ser definido o Del Popolo, um veículo totalmente adaptado que transformou um caminhão em uma pizzaria móvel. Apesar do ambiente inovador, o chef responsável Jonathan Darsky promete trazer ao público o sabor de uma pizza tradicional, feita em forno à lenha e preparada apenas com ingredientes vindos de pequenos produtores.
 
A construção da pizzaria só foi possível com o uso de um contêiner, que foi totalmente adaptado para a construção de uma cozinha. Os fornos são abastecidos com lenha e as laterais do automóvel são envidraçadas, para que os clientes possam acompanhar o processo de preparo.

A empresa usa as redes sociais para contar aos consumidores onde o caminhão está. O Twitter é a ferramenta mais utilizada para divulgar a localização.
 
Por enquanto, a pizzaria deve circular apenas em São Francisco, na costa oeste dos Estados Unidos.

Fonte: Central do Caminhoneiro

 
"A regra é muito simples: se der sono, encosto o veículo e durmo": quem ensina é o experiente caminhoneiro Juarez Domingues Rosa, 43 anos, 23 deles rodados com segurança pelas rodovias do Brasil. O que ele diz parece básico, mas muitos motoristas ainda desconsideram essa regra.
 
Com a experiência de quem já chegou a viajar por três dias seguidos para entregar uma carga que foi de Santa Catarina até o Espírito Santo, Juarez diz que, assim que o corpo começa a sentir o cansaço, é hora de parar para recarregar as forças.
 
E a regra não vale apenas para quem estiver dirigindo nas rodovias. Acidentes podem envolver desde uma viagem familiar num feriado até a saída de uma festa pelas ruas da cidade na madrugada.

A Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) informa que até 60% dos acidentes de trânsito ocorrem por fadiga ou sono ao volante. O perigo da sonolência na direção fica claro em exemplos de nosso cotidiano. Alguém que está acordado há 19 horas (situação normal quando ficamos até de madrugada em festas) pode levar mais de um segundo para reagir aos estímulos.

Se o veículo estiver a 50 km por hora, irá percorrer quase 14 metros antes do motorista pensar em colocar o pé no freio.
 
Prudência
 
O professor Silvio Fernandes Junior, que publicou estudos sobre o tema em dois livros, explica que quem fica muitas horas sem dormir reduz os atos reflexivos. "O ideal é termos uma noite de sono de no mínimo 7h30 e não ultrapassarmos o período de 19 horas acordado", orienta o professor, que é bauruense e membro da Cemsa (Centro Multidisciplinar em Sonolência e Acidentes).

Mas ele ressalta que cada organismo reage de uma forma diferente, e diversos fatores interferem na intensidade do sonolência ao volante. Um deles é a qualidade do sono.
 
Quem inverte os períodos de descanso - dormindo durante o dia e trabalhando na madrugada - está mais propenso a acidentes. "Isso inverte o ciclo natural de nosso relógio biológico e a qualidade do sono pode ser até 30% inferior ao do período normal", explica Silvio.
Independentemente dos casos e fatores envolvidos, a orientação é a mesma que o caminhoneiro Juarez deu no início do texto: assim que sentir cansaço, o motorista deve agir.
 
Medidas paleativas como abrir a janela do carro e ligar o som do veículo podem ajudar a manter a pessoa em estado de alerta. Quando o motorista está há mais de duas horas no volante, a Abramet recomenda encostar o carro e praticar de dez a 15 minutos de exercícios.
Mas se o sono bate pesado, não tem jeito: é hora de trocar o volante pelo travesseiro, em prol da sua saúde e da dos outros motoristas. 60% dos acidentes de trânsito tem fadiga ou sono como uma das causas, diz estudo.
 
Caminhoneiros usam drogas para não dormir
 
Muitos motoristas, principalmente aqueles que transportam cargas por diversas horas seguidas, tomam remédios para inibir o sono. Popularmente chamados de "rebites", eles ajudam os condutores a ficarem até dias sem dormir. Entretanto, os rebites fazem mal à saúde e prejudicam o reflexo dos condutores, facilitando a ocorrência de sérios acidentes.
 
Polícia Militar tem projeto "Acorda Motorista"
 
Os motoristas que passarem por uma base da Polícia Militar Rodoviária e receberem sinal para estacionar no acostamento não precisam entrar em pânico: a ação pode ser apenas um convite para tomar um cafezinho ali mesmo, com os policiais. A atitude faz parte do projeto "Acorda Motorista", ação dos policiais para evitarem acidentes causados pela sonolência.
 
Quando percebem que os condutores estão cansados, eles orientam a interrupção da viagem para uma pausa para um café quente e um pouco de exercício para afastar o sono. Alongar os membros e mexer o corpo ajudam a espantar a sonolência. "Alguns motoristas já são praticamente fregueses de nossa base", brinca o 1º Tenente Valter Luis Dacêncio, da Polícia Militar Rodoviária de Bauru.
 
Ele garante não haver nenhuma punição ou represália para os condutores que assumirem estar com sono. "Nossa ação é mais de orientação e ajuda do que de repressão", afirma Valter. O tenente também orienta a população a procurar a polícia se perceberem algum motorista dirigindo com sono.

O principal sinal da sonolência ao volante é quando o veículo começa a "comer" faixas da pista, resultado da falta de atenção. Mas a população deve evitar tomar atitudes para acordar o colega de rodovia, como buzinar. Muito menos emparelhar os veículos, pois pode se envolver em um acidente.

Além disso, nem sempre os sinais significam sonolência. "O motorista pode estar sendo vítima de assalto, por exemplo. O melhor é chamar sempre a polícia", diz o tenente.
 
Difícil de detectar
 
Ao contrário da embriaguez, não existe exame para detectar sono ao volante. O sintoma mais comum é o motorista "comer faixas" da pista. Nos acidentes em que o condutor dormiu, geralmente não há marcas de freio na pista.

 

Falta de conhecimento ou de tratamento adequado do diabetes pode colocar em risco a saúde dos carreteiros além de comprometer a segurança na estrada no caso de uma crise de hipo ou hiperglicemia.
 
 
Manter hábitos saudáveis com horários flexíveis de alimentação está longe de fazer parte do dia a dia dos motoristas de caminhão. Tal rotina, os posicionam como fortes candidatos a desenvolverem doenças que, na maioria das vezes, agem de maneira silenciosa e que podem levar o indivíduo a a morte se não tratada de maneira correta.
 
O diabetes, provocada pela deficiência de produção ou de ação da insulina, é um bom exemplo. Dados do Programa Estrada para a Saúde, realizado pela Nova Dutra, no eixo Via Dutra, mostram que dos 3.216 carreteiros atendidos no ano passado 13% apresentaram glicemia alterada.
 
As principais consequências para aqueles que desconhecem ser portadores da doença ou mesmo os que sabem mas não realizam o tratamento correto é a possibilidade de uma crise de hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue) ou hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue). No caso dos carreteiros, que passam boa parte do tempo dirigindo, ter uma dessas crises pode comprometer a segurança na estrada. A justificativa é simples, entre os sintomas estão tremedeira, desequilibro, perda de coordenação, tontura, sonolência e visão embaçada, situações que podem levar o indivíduo a perder o controle da direção e provocar um acidente.
 
Pessoas com mais de 45 anos, acima do peso ideal, histórico familiar, sedentárias, hipertensão arterial, colesterol ou triglicérides alterados, devem realizar o teste para saber se têm pré-diabetes, primeiro passo para o desenvolvimento da doença. Durante o ano, algumas concessionárias, como a NovaDutra, realizam campanhas de saúde que contemplam o exame de glicemia.
 

Fonte: Portal O Carreteiro

13 SEP
Postado por: Gisele Ribeiro

Caminhoneiro: Desafios da profissão

 
O carreteiro amanhece e anoitece sob pressão, numa rotina desgastante de compromissos profissionais a serem cumpridos, sem falar nos inevitáveis problemas domésticos que precisam ser resolvidos resultando em situações que são potencializadas e acabam se refletindo diretamente no seu bem-estar físico e mental. Essa pressão, geradora de estresse - aliada aos maus hábitos alimentares e falta de exercícios físicos decorrentes da atividade - é prejudicial à saúde, como todos sabem. Porém, as mudanças climáticas que acontecem durante as viagens, de uma região para outra, ou mesmo das estações do ano, também se constituem num risco para a saúde do carreteiro.
 
De acordo com o médico Allan Pierre Foltz, 36 anos e 12 de medicina de família, é no Verão que pessoas que precisam enfrentar o seu dia a dia em condições estressantes ficam sujeitas a sofrerem distúrbios com mais facilidade. "Um deles é hipohidratação, por isso é importante que motoristas e viajantes em geral prestem muita atenção ao consumo adequado de líquidos, não só água, mas também de sucos e bebidas ricas em sais minerais que auxiliam na fixação da água no organismo", aconselha. Lembra que o uso constante de ventiladores e ar-condicionado refrescam, mas também acelera o processo de perda de líquido pelo corpo, pois ajuda na evaporação do suor, e essa perda muitas vezes não é notada pela pessoa. "Água, sim, porém somente filtrada ou mineral, ao contrário o risco de contaminação é grande", adverte o médico.
 
Destaca, também, a preocupação com alimentos contaminados. "Bares e restaurantes nem sempre têm condições adequadas de higiene, então não se pode descuidar, com atenção especial para alimentos manipulados, fritos e até mesmo assados. O ideal é preferir alimentos frescos ou refrigerados". Segundo ele, mesmo tomando todos os cuidados, se o viajante contrair alguma patologia intestinal, onde o principal sintoma são as fezes líquidas - deve ser feita a hidratação com sais de reposição oral e, se necessário, procurar auxílio médico. "A grande maioria das síndromes diarréicas são de fácil tratamento, mas se houver sangramento ou febre, um médico deve ser consultado com urgência", explica. E lembra que, como nesta época do ano a incidência solar é maior, deve ser redobrado os cuidados de proteção da pele, com a utilização de protetor solar em todas as partes do corpo expostas a luz, mesmo que não estejam diretamente ao sol, como mãos, rosto, orelhas e principalmente o pescoço. Lembra que a ação do protetor é de aproximadamente quatro horas e, se houver muita sudorese, esse período encurta para duas horas. Acrescenta que o Fator de Proteção Solar (FPS) deve ser de no mínimo 30, dependendo da cor da pele, e para os mais brancos o ideal é o FPS 60.
 
Mesmo sem ainda ter consultado um médico, o carreteiro Valdir Ruiz Diniz disse que não estava bem de saúde. Natural de Maringá/PR, 30 anos de idade, seis de volante, e dirigindo um caminhão tanque 2008 no transporte internacional, ele confessou na ocasião que só esperava chegar à sua casa para fazer um check-up médico. Contou que sentia tonturas frequentes, atribuindo o problema à pressão. Já foi obrigado a parar o caminhão com medo de sofrer um acidente. Lembra que apesar de ser novo, sofre muito com qualquer mudança de temperatura. No Inverno por causa da bronquite, precisa fazer inalações. E no Verão sofre com diarréias constantes, que combate com água e limão ou água e maizena. Afirma que cuida da alimentação, come bastante frutas e só toma água mineral. Concorda que tem andado muito estressado com o trabalho e com problemas familiares, pois se separou da mulher há pouco e tem filhos. Além disso, "as longas esperas nas aduanas e a falta de respeito desse povo com o motorista de caminhão vão deixando a gente nervosa", afirma.
 

Adriano Lopes Pereira, 38 anos e oito de profissão, natural de Itaqui/RS, cuida da saúde, evitando se expor aos extremos de temperaturas no Inverno ou Verão. Previne-se com vacinas antigripais, tem os lugares certos para a alimentação, só toma água mineral. Diz que pelo menos uma vez ao mês verifica a pressão arterial e faz um exame médico completo a cada ano. O último check-up foi há seis meses e há quatro está usando óculos porque sentia muitas dores de cabeça. O oftalmologista receitou um tipo de lente especial que resolveu o problema. Agora está tudo bem, afirma. Garante que é preciso estar atento e não facilitar. "Quem está no trecho não pode adoecer", afirma.

Sandro Odinei dos Santos Rodrigues, natural de Uruguaiana/RS, tem 27 anos e três de profissão. Trabalha com um caminhão 86 trucado e viaja entre São Paulo e Argentina. Segundo ele, no Inverno se resfria com facilidade. Se cura com remédios comuns e de vez em quando um chá caseiro. No Verão fica sempre doente do estômago e com diarréias frequentes por causa da alimentação e da água, principalmente na Argentina, diz ele. Nem sempre dá para escolher um lugar adequado para as refeições e muitas vezes come um sanduiche ou pastel e volta para a estrada. Sempre que possível leva frutas e água mineral na cabina, mas "nem sempre é possível", brinca. Já está acostumado com esses inconvenientes, os quais sabe as causas, mas vai levando enquanto der e se curando com remédios caseiros e " sempre tomando muita água para não ficar desidratado", conforme afirma.
 
Glauber Slaviero é natural de Tapejara/RS, tem 35 anos, 15 de volante e trabalha com um caminhão 2003 viajando entre os países do Mercosul e os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. Ele afirma que sofre mais nos meses de Verão - a não ser nos rigores do Inverno na travessia dos Andes - quando padece de dores de barriga constantes causadas pela água salobra ou alimentação estragada. Prefere cozinhar, mas nem sempre dá tempo. Então é preciso se contentar com um pastel e uma xícara de café com leite. "Às vezes não dá para escolher um lugar adequado para as refeições e é preciso se contentar com o que aparece", afirma. Por isso, costuma levar frutas e água mineral na cabina para as emergências. Também se ressente de resfriados frequentes no Verão, quase sempre pelo fato de nos dias de muito calor dirigir sem camisa e com o vidro aberto, fazendo com que o corpo esfrie muito rapidamente com a evaporação do suor, acabando num resfriado. Lembra que anualmente passa por exame médico completo por exigência da empresa e sempre que vê serviços de atendimento nas praças de pedágios, verifica a pressão e faz todos os exames disponíveis. Fuma eventualmente e não bebe. ?Afinal, não dá pra brincar com a saúde, garante.
 
O carreteiro Alexandre Fonseca de Oliveira, 33 anos e oito de direção, natural de Londrina/PR, trabalha no transporte internacional dirigindo um caminhão 2008. Tem boa saúde e dificilmente fica resfriado. Prefere o clima quente, mas já acostumou com o frio de tanto atravessar as Cordilheiras dos Andes. Diz cuidar da alimentação consumindo apenas alimentos saudáveis, frutas, verduras e legumes. "Tomo bastante água e sempre mineral, porque a de torneira, nos postos de combustíveis, é terrível", comenta. Na Argentina, a situação é pior, segundo diz. Entre os cuidados que Alexandre toma para preservar a saúde, também está incluída a perfeita regulagem do ar quente ou do frio da cabina, conforme as circunstâncias, mas sempre mantendo um equilíbrio com o ar externo ou mantendo o ambiente úmido. Fez um exame médico completo há seis meses e está tudo em ordem. E, como não fuma e não bebe, acredita que se continuar assim, não terá com o que se preocupar por algum tempo. Mas, como nada é perfeito, lembra que há alguns meses comeu num restaurante no Nordeste e ficou mal da barriga. "Alguma coisa estragada", raciocina.
 
Igualmente com boa saúde e comendo de tudo, sem preocupações com o Inverno ou Verão, o carreteiro Neivo Antônio Barreta, 43 anos e 18 de profissão, natural de Sananduva/RS, apenas se queixa de dores nas costas. Ele tem hérnia de disco há anos e a solução seria cirúrgica, alternativa descartada por enquanto. Prefere fazer suas próprias refeições, levando alimentos do seu gosto na "caixa cozinha", mas sem incluir frutas, verduras ou legumes, "que não é muito chegado". Em compensação toma muita água mineral e muito chimarrão, três ou quatro vezes ao dia, não correndo o risco de ficar desidratado, garante sorrindo. Neivo não tem problemas de saúde, a não ser a dor nas costas, que depois de algumas sessões de massagens de uma comadre, que é massoterapeuta, quase sumiram. Essas massagens foram feitas há quase um ano e ele está se sentindo muito bem. E, quanto à alimentação, garante que come de tudo, sem problemas.
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O que são feeds?

Feed é um sistema também conhecido como RSS Feeds (RDF Site Summary ou Really Simple Syndication).

Os feeds RSS são listas de atualização de conteúdo de um site, escritos com especificações baseadas em XML. Servem para que os internautas possam acompanhar o conteúdo publicado em um site sempre que este for atualizado.

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O visitante/usuário de um site inclui o link dos arquivos feed desse site em um programa ou site leitor de feeds e passa então a receber as atualizações do site cujo arquivos de feed está assinando. Hoje já existem sites que funcionam como agregadores de feeds, mostrando as atualizações no próprio navegador, dispensando a instalações de softwares específicos para a assinatura de feeds.

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