Estratégia
  Diversificando com foco  
 
Com os negócios no modal ferroviário, as Empresas Randon passam a ter o mais amplo portfólio de equipamentos de carga terrestre.
A marca Randon está na estrada com seus reboques e semi-reboques transportando qualquer tipo de carga. Está fora da estrada com seus veículos especiais, forwarders florestais e semi-reboques especiais e, ainda, está nas ferrovias com os vagões ferroviários e na área de consórcios. Especialistas, portanto, em soluções para o transporte.
 
     
 
Astor Milton Schmitt Diretor Corporativo
As Empresas Randon já nasceram com um foco bastante definido: de uma pequena oficina mecânica voltada à reforma de motores, em 1949, à primeira montadora de veículos automotores do Rio Grande do Sul, nos anos 70, alcançou uma posição competitiva sólida entre as 100 maiores empresas privadas nacionais e entre os cinco maiores fabricantes mundiais de veículos rebocados e de material de fricção. Este é o jeito decidido de fazer negócios das Empresas Randon, que buscam a diversificação mantendo o foco que é o de desenvolver soluções para o transporte, bem como prover componentes (autopeças e sistemas) relacionados.
“Estamos convictos de que os novos negócios estão no campo da mobilidade e dos serviços, mais precisamente, vemo-nos como provedores de soluções para o transporte”, afirma o diretor corporativo das Empresas Randon, Astor Milton Schmitt. Com a visão de quem acompanha o crescimento da Companhia há quase 30 anos, Schmitt diz que a empresa dispõe do mais abrangente programa de produtos e componentes vocacionados ao transporte terrestre de carga.
 
     
  Nas estradas e fora delas  
     
     
 
Nas estradas, a marca Randon está estampada nos reboques e semi-reboques. Fora das estradas, a Randon se apresenta nos veículos especiais voltados ao fl orestamento, mineração e construção, e está presente nos trilhos com os vagões ferroviários, ou seja, está em todos os modais de superfície. A propósito, seu ingresso no segmento ferroviário se deu justamente pela visão focada no seu negócio.
Como presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre), de 1989 a 1992, Astor Milton Schmitt acompanhou todo o período de difi culdades dos fabricantes de materiais e equipamentos ferroviários que implodiram por falta absoluta de encomendas. Quase duas décadas depois, com o processo de concessões, a empresa anteviu novo potencial de negócios diante da possibilidade de revitalização das ferrovias e dado o espaço vislumbrado e das oportunidades é que se decidiu participar do processo como agente ativo.

 
Graneleiro aneleiro Randon Brasilis   RK 430B
 
     
  Nos trilhos  
     
     
 
Vagão ferroviário
O ingresso da Randon no segmento ferroviário traduz seu jeito de fazer negócios. Por ser provedora de soluções para o transporte, a empresa, novamente, seguiu a lógica da diversificação com foco no cliente, que tem perfil similar em ambos os modais, seja no processo industrial semelhante, nos insumos idênticos e até mesmo na engenharia de desenvolvimento. Idêntica estratégia foi usada nos demais segmentos onde atua e onde conquistou a liderança, como é o caso da Randon Veículos, fabricante de veículos especiais. Em meados dos anos 70, na euforia econômica do governo militar desenvolvimentista, a exemplo do que acontecia com o País, a Randon estava se industrializando e buscava a internacionalização. Mas não havia infra-estrutura para sustentar o crescimento em curso com o nascimento de Itaipu, Tucuruí e Sobradinho (na área energética), a Transamazônica, a Ponte Rio-Niterói e o BNH como agente financeiro impulsionador da indústria da construção habitacional. Da mesma forma, a estrutura de produção da Randon permitia a diversificação para uma área próspera.
 
     
  Componentes Uma visão de oportunidade  
     
     
 
Randon Consórcios
O ingresso no segmento de autopeças e sistemas a partir dos anos 80, surgiu de algumas constatações e da visão de oportunidade de negócios junto às montadoras que, por um lado, se implementavam, ampliando sua presença no país, por outro, se horizontalizavam, abrindo espaços para iniciativas especializadas e focadas.
"Se era verdade que os reboques e os semi-reboques eram produtos regionalizados, seus componentes mais nobres tais como freios, eixos, suspensões, quinta-roda e aparelhos de levantamento, se tornaram cada vez mais globalizados", observa o diretor corporativo Astor Milton Schmitt.
Passou a fazer sentido a busca de alianças estratégicas com parceiros de classe mundial que oferecessem tecnologia global, justamente pela liderança mundial em seus respectivos setores de atuação, sua capacidade de compra e sua rede de relacionamento e de mercado. O fato acelerou o processo de internacionalização das Empresas Randon. Visando facilitar diferenciadamente o processo de aquisição e financiamento de reboques e semi-reboques Randon é que, ainda nos anos 80, surgiu a Randon Consórcios, hoje consolidada e reconhecida por sua reputação como administradora de consórcios para a compra de bens como reboques, semi-reboques, máquinas agrícolas, caminhões, automóveis, ônibus, minibus, imóveis e bens de capital.

Quinta-roda, peças de suspensão e rodagem, eixos, freios, pastilhas e lonas integram o portfólio de componentes  
 
 
     
 
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