Randon 60 Anos
     
  Os primeiros 20 anos - Parte I  
     
     
 

Além de mostrar a evolução de um dos mais sólidos conglomerados empresariais brasileiros, com projeção e reconhecimento internacionais, a história das Empresas Randon, que começa a ser contada a partir desta edição especial do Informativo Randon alusivo aos 60 anos, serve para reafirmar a crença no desenvolvimento do País e na capacidade de superação de desafios. Os estudiosos costumam dividir a trajetória da Randon em fases distintas. Nesta primeira fase, vamos focar desde a criação até o início da década de 70, o primeiro grande período de crescimento no admirável mundo das oportunidades que, fruto da persistência dos irmãos Raul e Hercílio, levou as Empresas Randon à atual performance

Onde tudo começou

 
 
 
  Tempo de consolidação  
     
 

Tudo começou como tantas outras histórias de imigrantes italianos que chegaram ao Brasil dispostos a construir uma vida melhor. O desenrolar e o seu desfecho são singulares e estão intimamente ligados à persistência e à tenacidade de seus protagonistas. O livro Randon Meio Século de Trabalho, escrito por João Luiz de Morais, conta que Cristóforo Randon, tronco dos Randon de Caxias do Sul, veio da Província de Vicenza, Vêneto, na Itália, e se destacou “pela sua retidão e laboriosidade, virtudes que seus netos Raul Anselmo Randon e Hercílio Randon herdaram na mais ampla acepção da palavra”.

Tudo começou em 21 de janeiro de 1949. Ao concluir o serviço militar obrigatório, Raul Randon uniu-se ao irmão Hercílio e, aproveitando as instalações da oficina do pai Abramo Randon, começaram a produzir materiais de ferraria e a consertar motores e máquinas. No ano seguinte, fizeram uma sociedade com Ítalo Rossi para fabricação de máquinas de tipografia, mas a parceria foi desfeita em 1951, depois que um incêndio destruiu tudo.

Os dois irmãos seguiram em frente e, em 1952, constituíram a Mecânica Randon Ltda e que efetivamente começou a operar em 02 de janeiro de 1953. O negócio resultou de uma nova parceria, desta vez com o vizinho e também imigrante italiano, Antônio Primo Fontebasso. Ele tinha uma oficina para consertos de caminhões e automóveis e, de forma pioneira no Sul, começou a fabricar freios a ar comprimido para caminhões. A sociedade durou até 1955, quando Fontebasso afastou-se por motivo de doença.

A empresa prosperou, novos clientes e mercados foram conquistados. A fabricação de um eixo evoluiu para freios a ar e aos poucos incorporou novos produtos acompanhando as necessidades do mercado. O crescimento da Mecânica Randon estava ligado diretamente à expansão do transporte rodoviário de cargas no País.

No portfólio de novidades surgem o freio hidroavácuo para caminhões de transporte de média e longa distâncias, a fim de suportar o superaquecimento, e o freio total a ar para reboques, caminhões e ônibus. Também começaram a ser produzidos os primeiros implementos para o transporte.
Os primeiros veículos

 
     
  Tempo de expansão  
     
 

Se os anos 50 são considerados de consolidação, as décadas seguintes ficaram conhecidas como de expansão. A oficina mecânica dá lugar à instalação industrial para fazer frente às inovações tecnológicas e ao aumento da demanda.

A Mecânica Randon ingressa no ramo de conversão e adaptação de chassi de caminhão para uso em ônibus e, em 1960, inicia a fabricação dos primeiros semi-reboques de um e dois eixos para cargas secas a partir de projetos criados por Hercílio na própria fábrica. O primeiro semi-reboque de dois eixos foi montado em 45 dias e menos de quatro anos depois já era produzido um equipamento por dia.

Atenta às transformações da sociedade e preocupada com o bem-estar de seu quadro funcional, a empresa cria, em 1963, a Fundação Assistencial Abramo Randon, primeira de uma série de iniciativas que se seguiram ao longo dos anos dentro da sua política de responsabilidade social.

Com o desenvolvimento das atividades e a crescente demanda de clientes de fora do Rio Grande do Sul, a inauguração de filiais em outras praças torna-se o caminho natural. A primeira foi implantada em São Paulo, em 1969. Na mesma época, a Randon é credenciada por montadoras para instalar terceiros eixos em caminhões Ford e GM e obtém a patente de privilégio de invenção do semi-reboque de três eixos.

O aumento da produtividade com a racionalização do trabalho e dos processos de produção chegou a ser destacado pelo jornal Correio do Povo que em uma de suas edições (30/11/1969) noticiou que a Mecânica Randon foi uma das indústrias gaúchas de maior crescimento em 1969.


 
     
     
     
 
     
 
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