Perspectivas 2008
  Crescimento sustentado  
     
     
 
O Brasil vive um momento ímpar de otimismo sustentado em alguns pilares tais como abundante oferta de crédito, economia em ascensão, juros em queda, agronegócio e construção civil em alta, além de um favorável clima de confiança, inclusive nas promessas oficiais quanto à liberação dos recursos do Plano de Aceleração Econômica. Resultado: os fabricantes de caminhões estimam um crescimento de até 17% em 2008. Entendem que agora a economia cresce por motivos estruturais e não conjunturais, o que garante a retomada sustentada.
 
     
     
 
ANFAVEA
 
     
 
Depois de o setor alcançar resultados recordes em 2007 com a produção de 3 milhões de veículos, um crescimento da ordem de 25%, o mercado automotivo nacional deverá sustentar igual performance em 2008 numa trajetória iniciada em 2004. A incógnita, segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, fica por conta das exportações, em queda consecutiva nos últimos anos, porque sua retomada depende de medidas de política industrial que compensem a apreciação do real e reduzam outros custos brasileiros como custos tributários e logísticos, temas em permanente debate junto ao governo federal visando a recuperação da competitividade do setor.

Schneider: incógnita por conta das exportações
 
     
     
  ANFIR
 
     
 
Wolf: crescimento reprojetado para 30%
Acompanhando de perto o bom desempenho do mercado de caminhões, a indústria de implementos rodoviários caminha a passos largos para bater o maior recorde da história do setor, quando as vendas totais de reboques e semi-reboques alcançaram as 41.271 unidades. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (ANFIR), Rafael Wolf Campos, acredita que as vendas da indústria de implementos rodoviários em 2008 poderão crescer cerca de 5% a 8% caso o mercado externo continue com bom desempenho. “Em caso contrário, o Brasil repetirá o desempenho de 2007”, explica Wolf Campos para quem o mercado de reboques e semi-reboques em 2008 poderá absorver aproximadamente entre 45 mil a 47 mil unidades (pino rei), das quais 5.000 (pino rei) serão destinadas à exportação. O presidente e o diretor-executivo da ANFIR, Mário Rinaldi, lembram que a indústria de implementos refez algumas vezes suas previsões para 2007, começando o exercício com previsão de crescer 10% para projeções atuais de 30%
 
     
     
  NTC & Logística
 
     
 
Vianna: o transporte vem na frente do desenvolvimento
“Países e regiões com um bom sistema de transporte têm preferência dos investidores estrangeiros; crescem antes e crescem mais”. O recado do presidente da NTC&Logística, Geraldo Vianna, ao presidente Lula na abertura da Fenatran 2007 em São Paulo prendeu-se a um pedido público de maior atenção oficial à infra-estrutura, notadamente às estradas, cuja precariedade tem causado número expressivo de mortes. Ele afirmou que o transporte vem sempre na frente do desenvolvimento por ser condição básica e ajuda até na distribuição de renda, na mobilidade das pessoas e na mobilidade social. Na expectativa de tempos promissores, Vianna lembrou da necessidade de condições adequadas de crédito, semelhante aos incentivos concedidos aos táxis , para a renovação da frota de caminhões, com idade média de quase 20 anos, “uma fotografia em preto e branco desse longo período de crescimento medíocre”, disse.
 
     
     
  SINDIPEÇAS  
     
 
Butori: exportações de autopeças em baixa
Na cadeia do transporte, o segmento de autopeças avança a passos acelerados para garantir fornecimento de componentes tanto para as montadoras como para o mercado de reposição. Afinal, circulam pelas ruas e estradas brasileiras cerca de 24,3 milhões de veículos, com idade média de 9 anos e 4 meses, conforme vem apontando o Estudo da Frota Circulante Brasileira, um dos trabalhos mais importantes que o Sindipeças realiza há mais de 20 anos.
O mesmo quadro não é projetado pelo presidente Paulo Butori em se tratando de exportações, cujos saldos na balança comercial, somente no primeiro semestre de 2007, caíram de US$ 849,5 milhões de janeiro a junho de 2006 para US$ 114,8 milhões em igual período. Com isso, a entidade reviu para baixo sua estimativa de saldo comercial que deverá ficar negativo em US$ 100 milhões, o primeiro desde 2002, graças aos efeitos da valorização do real diante do dólar e das importações crescentes. Mesmo assim, a indústria de autopeças terá um crescimento de 5,2% em relação a 2006, considerando o bom momento do mercado interno automotivo,chegando a um faturamento da ordem de R$ 68,2 bilhões.
 
     
     
  ABIMAQ
 
     
 
Neto: exportações precisam ser desoneradas
O faturamento nominal do setor de máquinas e equipamentos aponta para um bom desempenho. O conjunto de empresas registrou um faturamento de R$ 45,5 milhões para um consumo aparente de R$ 51,9 milhões, tendo alcançado nos 10 primeiros meses do ano uma capacidade de 84,31%. Entre os setores que se destacam estão o de máquinas e implementos agrícolas com 35% de crescimento. Dados da Abimaq mostram que até outubro o setor exportou US$ 7,8 milhões e importou US$ 11 milhões, respectivamente, registrando aumentos de 27% e 35%, gerando, portanto, déficit na balança comercial da indústria de bens de capital. Para o presidente da entidade, Luiz Aubert Neto, o setor precisa, urgentemente, ser desonerado em suas exportações. “Precisamos ampliar nossa competitividade para continuarmos gerando empregos e impostos internos frente à concorrência dos produtos importados, notadamente da China”, observa ao anunciar a parceria com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil), para incrementar as exportações de bens de capital.
 
     
     
  SIMEFRE  
     
 
Martins: previsão de estabilidade na produção de vagões
O Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE) assiste a uma promissora retomada dos investimentos por parte das grandes empresas. Depois de dois anos de baixas negociações nesta área, a indústria ferroviária dá sinais favoráveis. A CVRD anunciou a compra de 12.500 vagões entre 2008 e 2012, a maior parte (10.700 unidades) é de gôndolas para minério de ferro, mas há também 1.150 hoppers para grãos e para gusa, 185 plataformas, 160 tanques e volumes menores de vagões especiais. Também a MRS Logística deverá repetir em 2008 a compra de 700 vagões adquiridos em 2007. Com estes dois grandes compradores somados à formação de frota nova da ALL, a média do mercado nacional deverá ficar acima de 3 mil unidades em 2008, contra 1.100 unidades estimadas para 2007.
A tendência para os próximos anos é a de manter uma produção anual de 3 mil unidades, na visão do presidente do Simefre, José Antônio Fernandes Martins, para quem deverão ser produzidas 35 unidades de locomotivas para atender o mercado externo.
 
     
 
     
 
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